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Fonte com serifa: saiba quando usá-las em seus trabalhos

Fonte com serifa na tela do Kindle

A importância da tipografia nos projetos de marketing de uma empresa é indiscutível. Ela é um dos elementos que ajudam a definir a “cara” da marca e, por isso, precisa ser muito bem pensada.

Um dos grandes dilemas de quem faz esse trabalho é decidir entre fonte com ou sem serifa. Há quem adore e há quem torça o nariz para ela.

Pois saiba que essa opção não deveria ser baseada apenas em gosto pessoal. É que, além da questão estética, a presença ou não da serifa influencia na legibilidade e na atratividade de seu texto.

Isso quer dizer que existem algumas questões técnicas que fazem as fontes serifadas ser indicadas em alguns casos. Entenda mais neste post!

O que é a fonte com serifa?

Serifas são pequenos traços e prolongamentos nas extremidades das letras, números e símbolos de algumas fontes, como a Times New Roman. Veja:

Times New Roman 12 

O termo vem do holandês schreef, que significa “linha pequena”. Ela surgiu na antiga Itália, quando artesãos dedicavam-se ao trabalho de talhar as letras em pedra. Eles deixavam um espaço extra no fim de cada haste de letra talhada para prevenir o acúmulo de poeira no encave.

A prática permaneceu ao longo do tempo — essa pequena linha foi acompanhando a evolução do desenho das letras, assumiu diferentes formas e virou tradição. A serifa também virou símbolo da caligrafia da imprensa iniciada por Gutenberg.

Por que usar uma fonte com serifa?

As serifas funcionam como uma espécie de condutor de texto, guiando os olhos do leitor em um fluxo horizontal. Durante a leitura, nosso cérebro não decifra letra por letra, mas palavras ou conjuntos delas.

Nesse sentido, a serifa facilita a leitura porque agrupa os caracteres e torna o texto contínuo, formando “blocos óticos”. Além disso, ela aumenta o contraste e o espaçamento entre letras diferentes, aumentando a identificação. Por isso, ela é indicada para publicações mais longas e densas, como livros, jornais e revistas.

Outro ponto a favor da serifa é a tradição. Como ela é usada há bastante tempo, está na memória da maioria das pessoas — afinal, quem nunca leu um livro ou qualquer material impresso com fonte serifada, não é?

A verdade é que nosso cérebro adora ver coisas repetidas: se ele identifica um padrão conhecido em experiências passadas, de cara já atribui uma sensação positiva à nova leitura.

Por ser tradicional, a serifa também confere um visual mais sério e sofisticado ao texto. Por outro lado, perde em leveza e modernidade, quesitos muito valorizados quando o assunto é conteúdo para a internet.

Quando usar a serifa?

Para responder esta pergunta, você precisa entender seu negócio, identificar que tipo de conteúdo quer produzir, para quem ele se destina e que tipo de imagem você quer passar. De maneira geral, a serifa é indicada para:

  • produções de marketing impresso, como catálogo de produtos, catálogos técnicos, revistas, livros etc;
  • texto de corpo de artigos;
  • identidade visual de negócios em áreas mais “sérias” e “tradicionais”, como direito, imobiliárias e consultoria, pois transmite confiança.

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